A ansiedade para voltar à rotina de treinos é comum, mas o retorno precisa respeitar o tempo de cicatrização interna — que é invisível a olho nu, mesmo quando a pele já parece bem.

Um caminho gradual (referência geral)

  • Primeiras 2 a 3 semanas: apenas caminhadas leves, conforme liberado — essenciais até para a circulação
  • Do 1º ao 2º mês: atividades leves, sem impacto, sem carga abdominal, começam a ser liberadas em muitos casos
  • A partir do 2º-3º mês: treinos de força mais completos costumam ser liberados, sempre conforme avaliação individual
  • Atividades de alto impacto (corrida, jump, lutas): geralmente as últimas a serem liberadas

Por que a pressa pode atrapalhar

Voltar cedo demais a exercícios intensos pode aumentar o inchaço, favorecer a formação de seroma e até comprometer o resultado estético final, especialmente em cirurgias abdominais.

O papel da fisioterapia nessa transição

As sessões de fisioterapia ajudam a avaliar como o tecido está respondendo e orientam o ritmo certo de retomada — muitas vezes sendo a própria fisioterapeuta quem sinaliza ao cirurgião que o corpo já está pronto para o próximo nível de atividade.

Importante: cada cirurgia e cada corpo têm um tempo diferente. A liberação final para exercícios é sempre do seu cirurgião.

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